Comunidades como infraestrutura de crescimento
O que o case do Tijolo Hub revela sobre estratégia, decisão e geração de negócios
Comunidades deixaram de ser um complemento de marca ou uma iniciativa de engajamento periférica. Dados recentes mostram que elas estão se consolidando como um dos principais diferenciais competitivos das organizações.
O 2026 Community Trends Report, baseado em mais de 750 líderes de comunidade e dados de 18 mil comunidades globais, é direto: quase metade das organizações já atribui à comunidade uma vantagem competitiva clara, e 69% afirmam que ela será parte ainda mais central da estratégia de negócio nos próximos anos.
O ponto central não é volume de membros. É qualidade de conexão, clareza estratégica e impacto mensurável.
É exatamente nesse contexto que o case do Tijolo Hub se torna relevante. Não como uma história inspiracional, mas como evidência prática de como comunidades, quando estruturadas corretamente, funcionam como infraestrutura de crescimento e geração de receita.
A lente da Global Touch: o Community Wheel
Na Global Touch, partimos de um princípio fundamental: comunidades não escalam por esforço. Elas escalam por método.
O Community Wheel é a metodologia que orienta nossa atuação e organiza a gestão de comunidades a partir de três pilares indissociáveis:
Estratégia, que define propósito, objetivos de negócio, públicos prioritários e critérios de sucesso
Cultura, entendida como a formação e o amadurecimento das lideranças de comunidade
Dados, que transformam interação em inteligência e permitem decisões orientadas por impacto
Quando esses três pilares operam de forma integrada, a comunidade deixa de ser um conjunto de iniciativas dispersas e passa a funcionar como um ativo estratégico da organização.
O case do Tijolo Hub evidencia exatamente essa lógica.
O contexto do Tijolo Hub
O Tijolo Hub é um ecossistema pago que conecta empresas da construção civil, do mercado imobiliário e de serviços. Sua proposta vai além de networking: o Hub existe para gerar conhecimento, conexões estratégicas e novos negócios em um setor tradicionalmente fragmentado.
Nesse modelo, os CEOs das empresas mantenedoras ocupam um papel central. São eles que:
Tomam decisões estratégicas
Validam investimentos
Ativam parcerias de alto impacto
Sem a adesão desse público, a comunidade perde tração estratégica e sustentabilidade financeira.
O desafio estratégico
O desafio do Tijolo Hub não era apenas engajamento. Era estrutural e diretamente ligado ao modelo de negócio da comunidade.
Os objetivos eram claros:
Aumentar a adesão de membros em uma comunidade paga
Ampliar a participação dos CEOs nos eventos
Garantir que os eventos gerassem conversão em vendas e novas inscrições
Em outras palavras: eventos precisavam deixar de ser custo e passar a ser alavanca de crescimento.
Diagnóstico: o problema não era interesse, era desenho estratégico
Ao longo da Formação Tríade, a gestora da comunidade passou a aplicar, de forma prática, a metodologia da Global Touch.
O diagnóstico foi objetivo: as iniciativas não estavam sendo desenhadas por perfil de público.
Os eventos tratavam públicos distintos como se tivessem as mesmas dores, expectativas e critérios de valor. Para um público C-level, isso gera desinteresse imediato.
O Community Trends Report aponta esse movimento globalmente: comunidades maduras estão abandonando o modelo “one size fits all” e passando a desenhar experiências específicas para audiências específicas.
Esse foi o primeiro ajuste estratégico do Tijolo Hub.
Cultura: formação de líderes como base da comunidade
Na metodologia da Global Touch, Cultura não é apenas comportamento coletivo. Ela é construída e sustentada a partir da formação intencional dos líderes de comunidade.
Esse pilar se materializa em três frentes complementares:
Formação contínua dos gestores de comunidade, por meio da Formação de Líderes da GT
A Comunidade Global Touch, como espaço de troca entre pares, repertório e apoio estratégico
Conteúdos estruturados que ampliam visão, capacidade analítica e maturidade de decisão
No case do Tijolo Hub, essa dimensão foi determinante. Ao longo da formação, a gestora da comunidade deixou de atuar apenas como executora de ações e passou a operar como líder estratégica da comunidade.
Essa mudança de postura se traduziu em maior clareza sobre seu papel: não apenas apoiar a realização de eventos, mas atuar estrategicamente no engajamento da comunidade, promovendo experiências que fortalecessem a confiança, a colaboração e a geração de valor, inclusive em um ambiente onde empresas podem ser concorrentes fora da comunidade.
O relatório da Circle aponta que equipes de comunidade estão amadurecendo, ganhando papéis mais claros, maior integração com o negócio e orçamentos dedicados. O que diferencia as comunidades mais maduras não é o tamanho do time, mas a capacidade estratégica das lideranças.
Dados em ação: escuta, teste e validação
Com base nessa maturidade, a gestora adotou uma postura orientada por dados qualitativos.
Foi realizada uma pesquisa direta com os CEOs membros para:
Mapear perfil e momento de negócio
Entender interesses estratégicos reais
Identificar temas e formatos de ações percebidos como valiosos
A partir dessas informações, foi desenhada uma nova ação, focada exclusivamente no público C-level:
Jantar exclusivo para CEOs das empresas mantenedoras
Curadoria de um especialista de mercado altamente relevante
Ambiente pensado para troca qualificada, confiança e relacionamento estratégico
Essa abordagem dialoga diretamente com uma tendência apontada no 2026 Community Trends Report: 43% das comunidades de melhor desempenho testam novos formatos em pilotos antes de escalar, reduzindo risco e aumentando a taxa de acerto.
Resultados
Os resultados confirmaram a eficácia da abordagem:
Alta adesão dos CEOs ao evento
Conversão expressiva
Geração direta de novas inscrições para a comunidade
O evento deixou de ser um fim em si mesmo e passou a operar como mecanismo estratégico de crescimento do ecossistema.O que esse case ensina
Aprendizados do case
O case do Tijolo Hub reforça aprendizados centrais para comunidades empresariais:
Comunidades pagas exigem proposta de valor clara e segmentada
Decisores não se engajam em iniciativas genéricas
Eventos só geram valor quando fazem parte de uma jornada estratégica
Formação de líderes é condição para maturidade da comunidade
Estratégia, Cultura e Dados precisam operar de forma integrada
“Comunidade não é tendência. É infraestrutura”
O que o Tijolo Hub construiu não foi um evento de sucesso. Foi um modelo de ativação estratégica alinhado ao negócio.
Quando comunidades são tratadas como infraestrutura e não como acessório, elas deixam de depender de esforço constante e passam a gerar valor de forma consistente.
Esse é o papel das comunidades corporativas maduras e é exatamente isso que o Community Wheel da Global Touch viabiliza.